Amílcar de Castro
Ateliê do artista rua Goiás - BH
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"São
trabalhos fortes, você consegue distribuir de forma equilibrada
todas
as
figuras na tela, também as cores e as pinceladas são
marcantes."
Siron Franco
Galeria Manoel Macedo, BH - 1999 |
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"Gostaria
de retratar também estes temas, são sombrios e boêmios,
são a noite belorizontina, adoro estas mulheres de rua,
a
pintura desses momentos e a forma com que você faz estes
retratos são únicas."
Inimá de Paula
Ateliê do artista, BH
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"Quando
você chegou aqui em casa, bateu na porta e nos conhecemos eu
vi de pronto que você é um grande homem, um grande ser
humano, uma pessoa cheia de sonhos, cheia de vibrações,
cheia de vontade de fazer, de decidir, de criar, uma pessoa
absolutamente cheia de dúvidas e de riquezas. Vi que você
estava pronto a fazer muitas coisas e magnificamente bem tais coisas
e uma delas foi essa questão da pintura, a pintura se anunciou
em você como
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algo muito forte, potente e cheio de esplendores, você se lança
para este lado meio agônico, do expressionismo, do ser humano,
das cores densas, tudo isto é muito bonito e prova sua riqueza
interior de se expressar, logo eu vi que você é uma pessoa
de grande valor, de grande talento, em arte a coisa mais importante
é o talento, a coisa mais decisiva na coisa artística
é o talento e é sobre o qual tudo se desenvolve."
Carlos Bracher
Ouro Preto - 2004 |
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"Seu
trabalho é o que de melhor vejo
nos últimos dez anos em minha vida,
você tem talento, porém pintar é uma tarefa
difícil e de grande responsabilidade, você tem muito
trabalho pela frente e é preciso persistência porque
sua pintura
é forte e completamente
comprometida com o social."
Carlos Scliar
Ouro Preto - 1999
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"Eu
me lembro de uma temporada do Scliar em Ouro Preto, foi posterior
a
nossa chegada de NY, foi a primeira vez que o Scliar foi aos Estados
Unidos e
nós tivemos em uma retrospectiva de Matisse e ocorria naquele
momento no Museu de Arte de Nova York Witney Museum uma retrospectiva
de Basquiat
e o Scliar depois dessa nova temporada em Ouro Preto falou: "encontrei
aqui
um Basquiat com a vantagem que não
é drogado, é uma pessoa de uma |
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intuição
muito forte" ele me falava de João Evangelista que era
uma pessoa que estava ligada à publicidade mas que também
começava a se interessar pelas artes plásticas, e comentava
isso em vários momentos, sempre falava dessa presença
marcante de João Evangelista. Eu comecei a ficar curioso de
saber de alguns trabalhos, ele tem até um triptico muito interessante
que já faz parte da coleção do Instituto Cultural
Carlos Scliar e eu acho que essa seqüência que ele tem
dado ao trabalho tem a ver com toda uma postura, toda uma visão
pessoal, que atualmente é difícil, quer dizer dentro
de uma visão da pintura expressionista hoje ela estaria limitada
por todas as seqüências, todas as modernidades, todas as
contemporaneidades, que estão sendo pouco incutidas na cabeça
dos artistas jovens, o Scliar dizia que o artista jovem até
cinqüenta anos estava de fraldas, então acho que ele tem
um certa razão, o movimento de arte é o movimento da
vida é a seqüência da vida, o trabalho de João
Evangelista tem uma seqüência bem de acordo com sua visão
de mundo, com suas preocupações, principalmente uma
preocupação social, uma preocupação de
quem está naquele lado mais obscuro.
Francisco Scliar
Presidente do Instituto Cultura Carlos Scliar e Museólogo,
RJ - 2004
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"No
trabalho existe uma coisa importante que é uma mensagem fornecida
por este individualismo que tanto defendo, quer dizer, não
é uma
expressão plástica e subordinada a alguma coisa é
apenas o reflexo ou a
constatação de uma realidade tranqüila, acho
que sua pintura, vista com olhos puros é extremamente compreensível,
a gente passa a entender você tanto quanto passa a entender
por exemplo
o homem que fez os grafites nas grutas
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vermelhas,
e que nós não conhecemos, mas conhecemos, sabemos
que ele é muito mais que uma pessoa que é pronunciada
e promovida por meios de televisão ou imprensa, de interesses
principalmente, e que passa feito um meteoro, deixa um risquinho
luminoso e não significa nada, acho que você deve
continuar no seu trabalho, deve continuar a firmar aquilo que
você sente, porque é sincero, só isso, não
só justifica o que você faz como
afirma
para quem olha uma coisa nova, no sentido não de chocar,
mas de constatar, isso eu acho muito importante. Parabéns."
Enrico Bianco
RJ - 2004
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"Mais
do que revelar cores e formas e traços Evangelista quer defender
sua
causa. No cotidiano busca inspiração para expressar,
em óleo sobre tela, as
injustiças que vê pela vida. E a mulher é sua
fonte constante, este ser meio
divino meio diabo, cuja força ainda não foi completamente
compreendida.
Eterna sofredora, sempre saudosa de seus homens e filhos nas guerras
e nas
ruas. Eternamente grávida de tantos fetos, esperançosa
de que um dia, algo
ou alguém desvende e salve sua alma."
Mirtes Helena
Editora Adjunta
Jornal Hoje em Dia. BH - 15/05/2005 |
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"João
Evangelista, documentarista e artista plástico, iniciou sua
carreira sob
olhos de peso da arte: Carlos Bracher, Scliar, Inimá de Paula,
Siron Franco
e o colecionador Gilberto Chateaubrind. O artista sempre prefere o
underground, os excluídos, em galerias onde o povo sofrido
busca
resquícios de vida. Entre tantas propostas, Evangelista paira
nos limites do
figurativo, na linha do grafite, à maneira de Basquiat."
Morgan da Motta
Membro da ABCA (Associação Brasileira de Críticos
de Arte) e da AICA
(Associação Internacional de Críticos de Arte),
BH - 2004 |
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Evangelista
é artista | diretor | roteirista | Registro no Ministério
do Trabalho: " 07734 "

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